Este ícone — mais precisamente, uma parsuna — do Papa Bento XVI apresenta-se como uma obra de profunda densidade espiritual e teológica. Não se trata de um retrato comum, mas de uma imagem concebida segundo a linguagem tradicional da iconografia cristã, onde a forma visível aponta para uma realidade interior e eterna.

A parsuna é um termo próprio da iconografia e designa um retrato captado em chave sagrada: situa-se entre o ícone e o retrato. Preserva a espiritualidade, a frontalidade e a função contemplativa do ícone, ao mesmo tempo em que permite revelar características individuais de uma pessoa histórica concreta, interpretada à luz da sua identidade espiritual. Aqui, não há busca por realismo fotográfico, mas por verdade interior.

O rosto é sóbrio e vigilante: olhos grandes e atentos, que não encaram por curiosidade, mas por presença; traços austeros, marcados pela gravidade e pela serenidade de quem carrega um legado espiritual e intelectual. A boca contida e a expressão recolhida remetem ao silêncio interior e à escuta. O fundo plano, em tonalidade verde-oliva, cumpre sua função clássica: retirar a figura do tempo comum e colocá-la no horizonte da eternidade.

As vestes litúrgicas seguem o simbolismo tradicional da iconografia: o branco como sinal de pureza, fidelidade doutrinal e entrega total; os tons terrosos como expressão da humanidade assumida no serviço à Igreja. As cruzes estilizadas não são ornamento, mas confissão de fé e marca do ministério vivido como sacrifício cotidiano.

O autor da obra é Ivan Polverari, destacado iconógrafo contemporâneo, cujo trabalho se mantém fiel à grande tradição da arte sacra. Neste ícone, ele utiliza elementos da arte compendiária romana, um estilo antigo de contorno e síntese de formas, baseado em abreviações visuais e economia de traço, conhecido desde as Catacumbas de Roma. Trata-se de uma linguagem essencial, arcaica e teologicamente carregada, que privilegia o significado sobre o efeito.

Para mim, este ícone representa um acontecimento especial: um encontro com um homem que permanece como mestre espiritual e intelectual — professor da fé e da teologia, guia seguro na compreensão da liturgia e da cultura da Igreja.

Como afirmou o próprio Bento XVI no seu discurso aos artistas, na Capela Sistina, em 2009:
“Uma verdadeira obra de arte sacra abre o coração e guia a mente para o Mistério, tornando-se uma janela para o Infinito.”

Meu sincero agradecimento a Ivan Polverari — pelo ícone, pela arte e pelo coração que pulsa nesta obra.

Parsuna do Papa Bento XVI

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Este ícone — mais precisamente, uma parsuna — do Papa Bento XVI apresenta-se como uma obra de profunda densidade espiritual e teológica. Não se trata de um retrato comum, mas de uma imagem concebida segundo a linguagem tradicional da iconografia cristã, onde a forma visível aponta para uma realidade interior e eterna.

A parsuna é um termo próprio da iconografia e designa um retrato captado em chave sagrada: situa-se entre o ícone e o retrato. Preserva a espiritualidade, a frontalidade e a função contemplativa do ícone, ao mesmo tempo em que permite revelar características individuais de uma pessoa histórica concreta, interpretada à luz da sua identidade espiritual. Aqui, não há busca por realismo fotográfico, mas por verdade interior.

O rosto é sóbrio e vigilante: olhos grandes e atentos, que não encaram por curiosidade, mas por presença; traços austeros, marcados pela gravidade e pela serenidade de quem carrega um legado espiritual e intelectual. A boca contida e a expressão recolhida remetem ao silêncio interior e à escuta. O fundo plano, em tonalidade verde-oliva, cumpre sua função clássica: retirar a figura do tempo comum e colocá-la no horizonte da eternidade.

As vestes litúrgicas seguem o simbolismo tradicional da iconografia: o branco como sinal de pureza, fidelidade doutrinal e entrega total; os tons terrosos como expressão da humanidade assumida no serviço à Igreja. As cruzes estilizadas não são ornamento, mas confissão de fé e marca do ministério vivido como sacrifício cotidiano.

O autor da obra é Ivan Polverari, destacado iconógrafo contemporâneo, cujo trabalho se mantém fiel à grande tradição da arte sacra. Neste ícone, ele utiliza elementos da arte compendiária romana, um estilo antigo de contorno e síntese de formas, baseado em abreviações visuais e economia de traço, conhecido desde as Catacumbas de Roma. Trata-se de uma linguagem essencial, arcaica e teologicamente carregada, que privilegia o significado sobre o efeito.

Para mim, este ícone representa um acontecimento especial: um encontro com um homem que permanece como mestre espiritual e intelectual — professor da fé e da teologia, guia seguro na compreensão da liturgia e da cultura da Igreja.

Como afirmou o próprio Bento XVI no seu discurso aos artistas, na Capela Sistina, em 2009:
“Uma verdadeira obra de arte sacra abre o coração e guia a mente para o Mistério, tornando-se uma janela para o Infinito.”

Meu sincero agradecimento a Ivan Polverari — pelo ícone, pela arte e pelo coração que pulsa nesta obra.